Groundation

29 02 2008

Quem vai passando aqui pelo blog, já vai percebendo que tenho um gosto musical muito variado.

Desta vez, vou falar-vos de uma banda de Reggae.

Os Groundation foram formados nos EUA, em 1998 e têm uma discografia que já conta com seis cds, dos quais eu destaco We Free Again.

O seu som mistura Jazz e Dub, como nenhuma outra banda, a meu ver.

Deixo-vos os vídeos da músicas “Nyabinghi Order ” e “Babylon Rule Dem”, os melhor exemplos da combinação de sons que caracteriza os Groundation – o 1º pela influência Dub e o 2º (sem imagem, mas com um grande som) mais pela influência Jazz. Aproveitem para ver os vídeos dos concertos. O som não tem grande qualidade, mas vale a pena.

Mais sobre os Groundation:

http://www.groundation.com/home.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Groundation





Kurt Cobain e os Nirvana

28 02 2008

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Descobri, cá por casa, um livro que nunca cheguei a ler e que já nem me lembrava que tinha, chamado: Nirvana & o som de Seattle, de Brad Morrel.
Primeira reacção: pôr o Unplugged in New York a tocar.

Kurt Cobain nasceu em Abardeen, Washington, a 20 de Fevereiro e abandonou o Mundo a 5 de Abril de 1994, deixando os fãs em letargia. A sua morte, como a de tantos outros, ainda é alvo de debates e especulação. Oficialmente, suicidou-se com uma espingarda, apresentando valores altíssimos de heroína e tranquilizantes no sangue.
Mas não é isso que importa na herança que Kurt e os Nirvana deixaram no mundo da música. A banda de Kurt Cobain, David Grohl (hoje, nos Foo Fighters) e Chris Novoselic atraiu as atenções para Seattle, associada à ascensão do Grunge.
Acima de tudo, os Nirvana deixaram-nos uma discografia extraordinária (digo eu…) que os imortaliza: Bleach(1989), Nevermind(1991), Incesticide(1992), In Utero(1993), MTV Unplugged in New York(1994), Live From the Muddy Banks of Wishka, Nirvana(2002) e With the Lights Out, estes 3 últimos lançados postumamente.

Deixo dois vídeos: o videoclip memorável de Smells like teen spirit e Pennyroyal Tea, no concerto que deram para a MTV. 

Mais sobre Kurt Cobain e os Nirvana:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Kurt_Cobain#Suas_.C3.BAltimas_semanas_e_morte

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nirvana_(banda)

http://www.nirvanaclub.com/index.php?sc=3





Porque viajamos?

25 02 2008

Este é um texto que escrevi há quase um ano no OutrasCoordenadas, mas numa conversa recente o tema surgiu e resolvi disponibilizá-lo aqui no DigoEu:

Tenho recolhido testemunhos de alguns visitantes do blog. Viajantes que tal como eu anseiam pela próxima viagem. Pelo momento de voltar a pôr a mochila às costas e partir.
Pergunto-me o que nos leva a ansiar pela próxima viagem. Será que é apenas conhecer mais e crescer mais? Ou será que o que pesa é a saudade que ficou da última viagem?
Saudade, essa palavra que só existe em português mas que todos sentimos. O sentimento que nos move e nos deixa insatisfeitos. O que sabemos e conhecemos nunca nos chega.
Talvez o que nos obrigue a conhecer mais seja a insatisfação. O nunca estarmos satisfeitos. E será que não é a saudade que nos deixa assim. O que sobrou de tudo o que já vivemos, o que nos soube a pouco e nos deixou ansiosos pela próxima viagem.
Afinal o que somos é o que vivemos, o que conhecemos, o que nos ensinaram.
Eu anseio pelo dia em que volte a sentir o peso da mochila nas costas. E se calhar é porque não me contento com o que sei, com o que conheci.
Pode ser esta insatisfação provocada pela saudade, por tudo o que achamos que não foi suficiente?
A explicação para tudo o que nos move pode ser simplesmente sentirmos o vazio de tudo o que deixámos para trás. Tudo o que podíamos ter feito e não fizemos. Acredito que a isso, ao tal vazio, podemos chamar saudade. Não do que fizemos mas do que sabemos que podemos fazer. Poderemos nós ter saudades do que ainda não fizemos? Creio que podemos, se isso completar tudo o que fomos deixando .
Que a tal saudade, e que me perdoem a insistência, seja movida pela insatisfação e nos mova ao próximo passo, mais um no caminho infindável do nosso crescimento.





Ilhas Anglo-Normandas

20 02 2008

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Enquanto folheava uma revista Volta Mundo que tinha cá por casa, de Abril de 2000, encontrei um report sobre as Ilhas Anglo-Normandas ou Ilhas do Canal.

Jersey, Guernsey, Alderney, Sark, Herm e os ilhéus de Brecqhou e Jethou, estão perto da costa francesa mas são marcadas por forte influência britânica. Ao longo dos séculos, os habitantes destas ilhas oscilaram entre a nacionalidade inglesa e francesa por seis vezes.

Hoje, são dependências britânicas.

Ao contrário do que seria de esperar, as ilhas oferecem-nos um clima ameno, havendo, até, produção de vinho em Jersey.

Ficam umas fotografias “roubadas” a sites que fui visitando.

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Jersey

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Guernsey

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Alderney

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Sark

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Herm

Fonte: Volta ao Mundo 

Mais sobre as ilhas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_do_Canal





1000 visitantes

19 02 2008

À semelhança do que fiz no meu outro blog, OutrasCoordenadas, aproveito o simbolismo dos 1000 visitantes para fazer um breve balanço dos cerca de 5 meses de vida do DigoEu.
Depois de uma breve apresentação, uma história caricata e foi assim que o blog começou a dar os primeiros passos.
 Seguiram-se alguns posts de curiosidades, num período em que o blog tinha uma baixa afluência, como que perdido no infinito mundo da blogosfera.
Depois, uma fase em que quase abandonei o DigoEu, seguindo o caminho mais fácil: vídeos e citações de grandes pensadores substituíram o objectivo com que criei o blog. Hoje vejo-o com grande entusiasmo, enquanto cresce – assim como eu – naquilo a que o filósofo francês, Paul Virilio, chama de “sociedade tetraplégica” em que, sentados numa cadeira temos acesso infinito à informação e podemos resolver uma multiplicidade de assuntos da nossa vida mundana. 

A minha entrada para este mundo da blogosfera, deu-se há pouco menos de um ano e, se o OutrasCoordenadas serviu para descobrir um rumo que hoje sigo com grande entusiasmo, o DigoEu começou por ser uma forma de poder escrever sobre mais do que viagens e hoje, já com uma afluência razoável, é o meio que uso para partilhar o que penso e o que me parece interessante.
A prosperidade do blog não depende, para mim, do número de visitantes que aquele pequeno rectângulo marca, antes do número de visitantes que gosta do que vê e vai voltando. Não posso saber quantos são, mas espero que continuem a passar por aqui e que sejam cada vez mais.
Se no texto idêntico que escrevi no OutrasCoordenadas acabei desejando boas viagens, aqui acabo com um convite à sua participação neste blog.
Diga você…





“Eça de Queiroz, Jornalista” de Maria Filomena Mónica

13 02 2008

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“Além de romancista, Eça foi um grande, formidável, jornalista. Os dois papéis não eram, aliás, incompatíveis, podendo facilmente argumentar-se que um enriqueceu o outro. O jornalismo obrigou-o a estar atento ao que o rodeava, a ficção contribuiu para que desse importância ao estilo.

Excerto da Introdução. 

Foi por conhecer mal esta vertente de jornalista, que requisitei este livro. Da sua participação em jornais, conhecia os romances-folhetim que escrevia no DN, tinha uma ideia de Eça ter dirigido um jornal alentejano e sabia da sua participação n’ ”As Farpas”.

Eça de Queiroz, Jornalista é uma recolha da autoria de Maria Filomena Mónica de alguns dos mais marcantes e entusiasmantes artigos de Eça.

O tal jornal alentejano em que Eça participava, era O Distrito de Évora, criado em 1867 e os artigos que apresenta são de pseudónimos do escritor/jornalista. Tratava-se de um jornal de crítica ao Governo, financiado por José Maria Eugénio de Almeida, um grande lavrador alentejano.

“O que são há 20 anos os partidos em Portugal? Que pensamento traduzem? Que grande facto social querem realizar? Formam-se, desagregam-se, dissolvem-se, passam, esquecem, sem que deles fique uma edificação aceitável, uma criação fecunda. Estabelecem patronatos, constróem filiações, arregimentam homens e braços trabalhadores, preparam terreno e solo robusto, onde eles possam sem embaraço tomar as livres atitudes do aparato e da vaidade reluzente. Nada mais fazem. Nascem infecundamente, morrem esterilmente.”

Publicado in O Distrito de Évora, 14 de Fevereiro de 1867 (nº11) 

Eça é uma referência na pródiga Geração de 70, a par de Ramalho Ortigão ou Oliveira Martins. Trata-se de uma geração de intelectuais que espelha uma época em que a informação estava já mais acessível ao povo, em grande parte graças ao aparecimento do Diário de Noticias.

Mas o escritor nunca teria o acesso à cultura e informação se não tivesse decidido sair do país, primeiro para Cuba, como cônsul – não era o país que uma mente insaciável de cultura como a de Eça procurasse, mas foi a primeira hipótese de sair do país – e de seguida para Inglaterra. De Newcastle para Bristol, vai escrevendo para jornais portugueses, brasileiros e, em 1889, concretiza o seu sonho e funda a “Revista de Portugal”, que viria a falir três anos mais tarde.

Este é um livro fundamental para saber isto e muito mais. Acima de tudo, ensina-nos que tivemos um soberbo jornalista, para o qual “apenas” olhamos como soberbo escritor.





E ganhou mesmo…

11 02 2008

Melhor Gravação do Ano e Melhor Canção, com “Rehab”, Artista Revelação, Melhor Álbum Pop, por “Back to Black”, e Melhor Voz Pop Feminina. Foram estes os cinco gardões atribuídos a Amy Winehouse.

Muitas questões têm sido levantadas em relação à cantora inglesa mas, se nos focarmos no plano musical, Amy Winehouse é uma justa vencedora, digo eu.

Já se sabia que não podia estar presente na cerimónia, por não ter conseguido visto para se deslocar aos EUA mas, como a ausência física é, hoje em dia, facilmente ultrapassável, cantou “You know I’m no good” e “Rehab” por videoconferência.

Mais sobre os Grammys:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1319246