Chocante mas importante. É assim o vídeo da música All I Need dos Radiohead.
Porque a realidade da exploração infantil, ainda que à distância do conforto da maioria dos países ocidentais, continua a existir e não se antevê o seu fim.
Letra:
I’m the next act
Waiting in the wingsI’m an animal
Trapped in your hot car
I am all the days
That you choose to ignore
You are all I need
You are all I need
I’m in the middle of your picture
Lying in the reeds
I’m a moth
Who just wants to share your light
I’m just an insect
Trying to get out of the night
I only stick with you
Because there are no others
You are all I need
You’re all I need
I’m in the middle your picture
Lying in the reeds
Ontem, na edição da Quadratura do Círculo, na Sic Notícias, comentadores e apresentador despediram-se de uma forma peculiar: com um nariz de palhaço.
A iniciativa partiu de Lobo Xavier e pretendia despertar a curiosidade e prestar homenagem à “Operação Nariz Vermelho”, iniciativa da Associação Nariz Vermelho.
A Associação, pela figura do Doutor Palhaço, visa animar os serviços pediátricos dos hospitais.
De louvar e de homenagear. Este post não é mais do que a minha singela homenagem.
O Comércio Justo é definido pela News! (Rede Europeia de Lojas de Comércio Justo) como sendo:
«Uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros, para aumentar o seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentado.»
O conceito terá começado nos EUA, em 1946, com a importação de artigos de renda do Porto Rico. Nessa década, a SERRV começou a negociar com comunidades desfavorecidas do Sul do mundo.
A primeira loja de Comércio Justo, data de 1958, nos EUA.
Na Europa, o conceito entrou na década de 50. Em 1964 é criada a primeira “Fair Trade Organization”, em Inglaterra.
Hoje, existem cerca de 3000 lojas de Comércio Justo na Europa. O número de intervenientes é igualmente surpreendente, contando-se cerca de 96000 voluntários e 4000 trabalhadores, só no Velho Continente.
A primeira loja do género em Portugal, data de 1999, em Amarante. Em 2001, é criada a Coordenação Nacional de Comércio Justo (CPCJ).
Todas as organizações envolvidas no circuito do Comércio Justo devem obedecer aos seguintes princípios (in Wikipédia):
A preocupação e o respeito pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do lucro;
A criação de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condições de vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo (um preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecção ambiental e da segurança económica);
Abertura e transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos e métodos de comercialização;
Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os afectam;
A protecção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, das crianças e dos povos indígenas;
A consciencialização para a situação das mulheres e dos homens enquanto produtores e comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades;
A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo;
A educação e a participação em campanhas de sensibilização;
A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.
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